15/07/2026
Observe o seguinte cenário: um profissional possui ampla experiência, domina mais de um idioma, apresenta um currículo invejável e conta com diversos cursos em sua trajetória. Apesar de impressionar positivamente os recrutadores durante o processo seletivo, após a contratação ele não entrega o desempenho e os resultados esperados. Ao responder a uma avaliação (Assessment), constata-se um baixo nível de desenvolvimento das soft skills.
O resultado? Prejuízo para a empresa, que investiu tempo e recursos na contratação e agora precisa arcar com os custos da demissão e de um novo processo seletivo. Há também prejuízos para a equipe e para o ambiente organizacional, que passam a enfrentar atrasos, dificuldades na execução das atividades e queda na produtividade. O profissional também é afetado, pois fez seu planejamento financeiro com base no salário acordado e ainda precisa lidar com o desgaste emocional causado pela situação.
Naturalmente, conhecendo todos os transtornos e custos envolvidos em uma contratação malsucedida, as organizações buscam identificar, ainda durante o processo seletivo, o nível de desenvolvimento das soft skills dos candidatos.
As soft skills são habilidades e competências relacionadas ao comportamento humano. Elas representam um conjunto indispensável para que o profissional desempenhe bem suas funções, especialmente em posições estratégicas, contribuindo para o alcance dos objetivos pessoais e organizacionais.
A forma mais simples de compreender as soft skills e sua importância é observar a capacidade que uma pessoa possui de lidar com as próprias emoções e com as emoções dos outros, característica conhecida como inteligência emocional.
Existem diversas soft skills valorizadas no mercado, e muitas delas variam conforme a área de atuação. No entanto, independentemente da profissão ou do cargo ocupado, todo profissional precisa desenvolver inteligência emocional para desempenhar seu trabalho com excelência e alcançar melhores resultados.
Entre as principais soft skills destacam-se: flexibilidade, resolução de conflitos, ética, comunicação eficaz, colaboração, organização, liderança, empatia, resiliência, gestão de equipes, pensamento criativo, negociação, capacidade para trabalhar sob pressão e bom relacionamento interpessoal.
Como você pode perceber, essas competências trazem benefícios não apenas para a vida profissional, mas também para a vida pessoal. Além disso, tornam-se cada vez mais decisivas nos processos seletivos e no crescimento dentro das organizações. Se você deseja construir uma carreira sólida e se destacar no mercado de trabalho, precisa desenvolver essas habilidades.
De certa forma, as soft skills são competências construídas ao longo da vida, por meio das experiências pessoais, profissionais e sociais. Independentemente da profissão — seja engenheiro, médico, advogado ou qualquer outra —, todos podem desenvolver essas habilidades.
Segundo Daniel Goleman, existe uma grande lacuna entre o que os líderes esperam dos profissionais recém-formados e aquilo que eles realmente oferecem ao ingressar no mercado de trabalho. Isso faz com que muitos jovens iniciem a carreira sem estarem verdadeiramente preparados para os desafios profissionais.
Como afirma Goleman: "Na maioria dos casos, os contratados são inteligentes, ambiciosos e sabem usar tecnologia. Provaram que conseguem fazer o trabalho. São comprometidos e apaixonados pela ideia de ascender na carreira. Então, o que falta nesses profissionais?"
Segundo o autor, a resposta é simples: muitos jovens ainda não atribuem a devida importância à inteligência emocional no ambiente de trabalho, embora ela seja fundamental para desenvolver foco, motivação, equilíbrio, colaboração e produtividade.
E você? Vai permanecer estagnado ou está pronto para desenvolver suas habilidades emocionais e impulsionar sua vida pessoal e profissional?